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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Oração de Natal


Senhor, começo a ouvir os primeiros toques das músicas de Natal
O meu coração começa a bater mais forte
Não sei se é porque está acabando o ano
Ou se é porque tenho muito que agradecer
Ou se tenho que dizer para Ti,
para meus amigos, muito obrigado...

São tantas as idéias, são tantas as coisas que aconteceram
São tantos os momentos que ocorreram neste ano
Que já perdi em lágrimas, sorrisos, recordações...
Mas um dia ficaram os apertos de mão e os abraços recebidos
São tantas e tantas coisas, muito obrigado...

Sei que devo agradecer
Mas meu coração fica inquieto pela manhã
Mais um ano e com ele mil sonhos e mil idéias para acontecerem
Mas mesmo assim preciso parar, organizar idéias, pensamentos,
pedidos e todas as coisas que vão acontecer

Mas, diante deste turbilhão de coisas e acontecimentos, eu venho Te pedir
Tu mesmo me ensinaste a pedir, mas não sei pedir
Estou como uma criança, diante de uma loja de brinquedos
Senhor, ensina-me a pedir!
Ensina-me a ter um coração de Salomão, que só pediu sabedoria

Um coração de criança, que só pede amor
Um coração de doente, que só pede saúde
Um coração de monge, que só pede tranqüilidade
Um coração de cego, que só pede enxergar
Um coração de Maria Santíssima, que só pediu fazer Sua vontade

Um coração de mendigo, que só pede um pouco de comida
Um coração de guerreiro, que só pede coragem
Um coração de mãe, que só pede união na família
Um coração de pai, que só pede que não falte nada
Um coração de virgem, que só pede realização na vida

Um coração de médico, que só pede para que possa ajudar os outros
Um coração de sábio, que só pede a paz Senhor, que este pobre e humilde coração,
possa neste Natal apenas bater uníssono com o coração de Cristo
E que possa ter em minha mente um só pensamento, o Teu pensamento
Para que saiba dizer Feliz Natal!!!

(Frei Navarro)

Aos Amigos

O que achas Senhor,
Se neste natal eu preparar uma árvore
Bem bonita dentro do meu coração
E em lugar de presentes e das balas,
Pendurar os nomes de todos os meus amigos?

Os amigos que estão por aqui
E os que estão longe, os antigos e os novos.
Aqueles que vejo todos os dias
E aqueles que vejo muito raramente.

Aqueles dos quais eu sempre me lembro
E aqueles que, às vezes ficam esquecidos.
Aqueles das horas difíceis e dos momentos alegres.
Aqueles que sem querer causei sofrimento
E aqueles que sem querer me fizeram sofrer.

Aqueles que conheço a fundo
E aqueles que conheço só as aparências.
Uma árvore com raízes muito profundas
Para que seus nomes
Não saiam nunca do meu coração.

Uma árvore com galhos bem compridos
Para que os nomes novos vindo de todo o mundo
Se unam às já existentes.
Com uma sombra bem agradável para que nossa
Amizade seja um momento de repouso durante a luta da vida.


Natal

 
Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados, um sentimento conserva,
Os sentimentos do passado.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei.
(Fernando Pessoa)


quarta-feira, 1 de junho de 2011

A Boneca e a Rosa Branca


Apressada, entrei em um shopping center para comprar alguns presentes de última hora para o Natal.

Olhei para toda aquela gente ao meu redor e me incomodei um pouco. "Ficarei aqui uma eternidade; com tantas coisas para fazer", pensei.

O Natal já havia se transformado quase em uma doença. Estava pensando em dormir enquanto durasse o Natal.

Mas me apressei o máximo que pude por entre as pessoas que estavam no shopping. Entrei numa loja de brinquedos. Mais uma vez me surpreendi reclamando para mim mesma sobre os preços. Perguntei-me se os meus netos realmente brincariam com aquilo.

Parti para a seção de bonecas. Em uma esquina encontrei um menino de aproximadamente 5 anos segurando uma boneca bem cara. Estava tocando seus cabelos e a segurava com muito carinho.

Não pude me conter, fiquei olhando para ele fixamente e perguntava-me para quem seria a boneca que ele segurava com tanto apreço, quando dele se aproximou uma mulher que ele chamou de tia. O menino lhe perguntou: "Pra essa boneca tem dinheiro suficiente?".

E a mulher lhe falou com um tom impaciente: "Você sabe que não tem dinheiro suficiente para comprá-la".

A mulher disse ao menino que permanecesse onde estava enquanto ela buscava outras coisas que lhe faltavam. O menino continuou segurando a boneca.

Depois de um tempo, me aproximei e perguntei-lhe para quem era a boneca. Ele respondeu: "Esta e a boneca que minha irmãzinha tanto queria ganhar no Natal". Ela estava certa de que Papai Noel iria trazê-la". Então eu disse ao o menino que o Papai Noel a traria.

Mas ele me disse: "Não, Papai Noel não pode ir aonde minha irmãzinha esta. Eu tenho que entrega-la a minha mãe para que ela leve ate a minha irmãzinha".

Então eu lhe perguntei onde estava a sua irmã. O menino, com uma feição triste, falou: "Ela se foi com Jesus. Meu pai me disse que a mamãe ira encontrar-se com ela". Meu coração quase parou de bater.

Voltei a olhar para o menino. Ele continuou: "Pedi ao papai para falar para a mamãe para que ela não se vá ainda.

Para pedir-lhe para esperar até que eu volte do shopping". O menino me perguntou se eu gostaria de ver a sua foto e respondi-lhe que adoraria.

Então, ele tirou do seu bolso algumas fotografias que tinham sido tiradas em frente ao shopping e me disse:

"Vou pedir para o papai levar estas fotos para que a minha mãe nunca se esqueça de mim. Gosto muito da minha mãe, não queria que ela partisse. Mas o papai disse que ela tem que ir encontrar a minha irmãzinha".

Me dei conta de que o menino havia baixado a cabeça e ficado muito calado.

Enquanto ele não olhava, coloquei a mão na minha carteira e retirei algumas notas. Pedi ao menino para que contasse o dinheiro novamente. Ele se entusiasmou muito e comentou: "Eu sei que é suficiente".

E começou a contar o dinheiro outra vez. O dinheiro agora era suficiente para pagar a boneca. O menino, em uma voz suave, comentou: "Graças a Jesus por dar-me dinheiro suficiente".

Ele falou ainda: "Eu acabei de pedir a Jesus que me desse dinheiro suficiente para que eu comprar esta boneca para a mamãe levar até a minha irmãzinha. E Ele ouviu a minha oração. Eu queria pedir-lhe dinheiro suficiente para comprar uma rosa branca para a minha mãe também, mas não o fiz. Mas Ele acaba de me dar o bastante para a boneca da minha irmãzinha e para a rosa da minha mãe. Ela gosta muito de rosas brancas...".

Em alguns minutos a sua tia voltou e eu, despercebidamente, fui embora.

Enquanto terminava as minhas compras, com um espírito muito diferente de quando havia começado, não conseguia deixar de pensar naquele menino. Segui pensando em uma história que havia lido dias antes num jornal, a respeito de um acidente, causado por um condutor alcoolizado, no qual uma menininha falecera e sua mãe ficara em estado grave.

A família estava discutindo se deveria ou não manter a mulher com vida artificial.

Logo me dei conta de que aquele menino pertencia a essa família.

Dois dias mais tarde li no jornal que a mulher do acidente havia sido removida das máquinas que a mantinham viva e morrido. Não conseguia tirar o menino da minha mente.

Mais tarde comprei um buquê de rosas brancas e as levei ao funeral onde estava o corpo da mulher. E ali estava; a mulher do jornal, com uma rosa branca em uma de suas mãos, uma linda boneca na outra, e a foto de seu filho no shopping.

Eu chorava e chorava... Minha vida havia mudado para sempre.

O amor daquele menino pela sua mãe e irmã era enorme.

Em um segundo, um condutor alcoolizado havia destroçado a vida daquela criança.


(Autor Desconhecido)