Mostrando postagens com marcador Mãe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mãe. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de maio de 2011

Mãe

Procurei ansiosamente

Um símbolo do amor de Deus no mundo,

Carinho permanente,

Amor que nada mais pedisse à vida,

A fim de estar contente,

Que o dom de ser amor sublimado e profundo.

Vi o Sol trabalhando sem cansaço

Doando-se sem pausa, alto e bendito,

O astro imenso, porém, pedia espaço,

De maneira a brilhar nas telas do Infinito.

Julguei achar na fonte esse traço perfeito,

Fitando-lhe a corrente a servir sem parar,

Mas a fonte exigia a hospedagem do leito

A fim de prosseguir à procura do mar.

Fui à árvore amiga e anotei-lhe a lição:

Conquanto a se entregar tanto aos bons quanto aos brutos,

Precisava defesa e vínculos no chão

Ao fornecer, sem paga, a riqueza dos frutos.

Vi a abelha no favo a pedir mel às flores,

Nuvens para servir solicitando alturas,

Escolas sem função buscando professores

E o lar para ser lar exigindo estruturas.

Toda força do bem que ao bem se entregue

Em bondade constante e em contínua grandeza,

Assegura-se, vive, auxilia e prossegue,

Algo requisitando ao Mundo e à Natureza,

Em ti, unicamente, Mãe querida,

Encontro o amor que nasce e cresce, em suma,

No sacrifício puro, acalentando a vida,

Sem reclamar da Terra cousa alguma,

Eis porque sobre todo amor que existe

As Mães são guias, anjos, cirineus,

Cujo brilho por si nos protege e persiste

Em ser somente amor, no excelso amor de Deus.

Estrela, Deus te guarde em teu fulgor celeste!...

Agradeço-te a luz, o carinho e o perdão...

Bendita sejas, Mãe, porque me deste

A presença de Deus no coração.

(Maria Dolores)

(Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier)


quinta-feira, 17 de março de 2011

Retrato de Mãe


Uma simples mulher existe que, pela imensidão do seu amor, tem um pouco de Deus; pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo, que sendo moça, pensa como uma anciã; sendo velha, age com todas as forças da juventude; quando ignorante, melhor que qualquer sábia, assume a simplicidade das crianças; pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama; rica, empobrece-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos; forte, estremece ao choro de uma criancinha; fraca, entretanto, se alteia com bravura dos leões.

Viva, não sabemos lhe dar valor; porque à sua sombra todas as dores se apagam.

Morta tudo o que somos, tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra dos seus lábios.

Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher, se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum, porque eu a vi passar em meu caminho.

Quando crescerem vossos filhos, leiam para eles estas páginas; eles vos cobrirão de beijos a fronte, e vos dirão que um pobre viajante, em troca de suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria mãe...