sábado, 3 de janeiro de 2015
ANIVERSÁRIO ANGELICAL
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Pai, Velho Capitão

É, meu velho Capitão...
Vejo você ai recostado
Olhando o mar, o infinito profundo.
Nas rugas de seu rosto cansado
Delineado o traçado
Das rotas navegadas...
Vivências e experiências passadas.
Mãos calejadas, marcadas
Pela condução da embarcação.
Brancos cabelos como espumas do mar
É Pai, meu velho Capitão...
Quantas coisas a recordar.
Quantas lembranças, quantos ensinamentos.
Alegrias, desentendimentos,
Presenças e ausências.
Imagens
Aparências.
E, apesar de sermos diferentes aqui ou ali
É bom saber que juntos caminhamos
Vendo, ouvindo... como amigos sentindo.
Recordações de menino que um dia foi.
Brincadeiras, colegas de escola,
Tempo passado
Dos estudos, das dificuldades e das "artes".
A adolescência, os namoros.
Cinema... o beijo furtivamente roubado.
É Pai, meu velho Capitão...
Como é grande a sua missão.
Bússola e sextante a nos guiar
Alertar, ensinar, amparar,
Proteger, repreender.
Archote na terra, no céu e no mar.
Porto seguro, mastro mestre da família.
Ao casar-se, de ser só filho deixou
A ser pai, também passou.
Trabalhou duro, suou, sofreu, criou
Fortunas que não são suas,
Carros que jamais dirigiu,
Sonhos que nunca viveu,
Anseios que sufocou...
É Pai, meu velho Capitão...
Como é grande a sua missão,
E por vezes nem dei conta da carga...
Mas lá em cima está tudo contabilizado.
Sabe Pai, não é fácil falar de você
Resta-me apenas te abraçar e olhando nos seus olhos,
Dizer-te de coração:
Muito obrigado Pai, meu querido amigo, meu velho Capitão !!!
(Jutorres)
Promessa
Em 1989, um violento terremoto quase arrasou a Armênia, matando mais de 30 mil pessoas em menos de 4 minutos.
Em meio à completa devastação e ao caos, um pai deixou sua esposa segura em casa e correu para a escola onde seu filho supostamente deveria estar, só para descobrir que o edifício estava totalmente no chão.
Depois do choque inicial, ele lembrou-se da promessa que tinha feito ao filho: “não importa como, quando ou onde, eu sempre estarei contigo!”
Lágrimas amargas rolaram do seu rosto transtornado. Olhou para as ruínas onde havia sido a escola, e a situação parecia sem esperanças. Mas, ao lembrar-se do compromisso que tinha com o filho, recobrou o ânimo e buscou lembrar o caminho que percorria com o garoto.
Lembrou que a sua sala ficava no canto de trás do prédio. Correu para lá e começou a cavar em meio aos cascalhos.
Enquanto cavava, outros parentes desamparados chegaram com os corações em disparada, gritando: “meu filho!” “Minha filha!”.
Outros tentavam retirá-lo de cima dos escombros dizendo: “é muito tarde!” “Eles estão mortos!” “Vá para casa!” “Vamos. Encare a realidade! Não há nada que você possa fazer!”.
Para cada pai ele respondia com uma única frase: “você vai me ajudar agora?” E então continuava a cavar a procura de seu filho, pedra por pedra. O chefe dos bombeiros, os policiais, todos tentaram, em vão, afastá-lo de cima das ruínas. Corajosamente ele prosseguiu, sozinho... Cavou por 8 horas... 12 horas... 24 horas... 36 horas... E então, na trigésima oitava hora ele puxou um bloco e ouviu a voz de seu filho.
Gritou seu nome e o menino respondeu: pai? “Sou eu, pai!” “Eu disse para os outros meninos não se preocuparem, que se você estivesse vivo você me salvaria, e, quando você me salvasse, eles também estariam salvos” “Você prometeu, lembra? Não importa como, quando ou onde, eu sempre estarei contigo. Você conseguiu pai!”.
O pai, emocionado perguntou como estava a situação lá embaixo, e o filho respondeu que das 33 crianças, 14 conseguiram sobreviver graças a uma espécie de cabana triangular que se formou quando o prédio desabou.
Venha aqui para fora! Disse o pai ao filho querido, estendendo-lhe a mão. “Não, pai! Deixe os outros irem primeiro, porque eu sei que você vem me buscar! Não importa como, quando ou onde, eu sei que você estará sempre comigo!”.
(Autor Desconhecido)
terça-feira, 12 de abril de 2011
Ser Mulher
Mulher
Semente...
SER-mente...
SER que faz gente,
SER que faz a gente.
Mulher
SER guerreiro, guerrilheiro, lutador...
multimídia, multitarefa, multifaceta, multi-acaso...
multi-coração...
Mulher
SER que dá conta,
que vai além da conta,
que multiplica,
divide, soma e subtrai, sem perder a conta,
sem se dar conta, de que esse século foi seu parto,
na direção de seu espaço,
de seu lugar de direito e de fato,
de seu mundo que lhe foi usurpado e que agora é por ela ocupado.
MULHER...
Esse SER florado,
esse SER adorado,
esse SER adornado,
que nos põem em um tornado,
nos deixa saciado e transtornado,
que nos faz explodir e sentir extasiado.
SER admirado...
MULHER...
Nesse final de milênio, faça a transição.
Tire de seu coração a semente que vai mudar toda a gente
levando o mundo a ser mais gente...
Um mundo mais feminino,
mais rosado e sensibilizado,
mais equilibrado e perfumado...
PARABENS MULHER !!!
Não pelo oito de marco,
nem pelo beijo e pelo abraço,
nem pelo cheiro e pelo almaço.
Mas por ser o que és...
Húmus da humanidade,
Raiz da sensibilidade,
Tronco da multiplicidade,
Folhas da serenidade,
Flores da fertilidade,
Frutos da eternidade...
Essência da natureza humana.
Feliz Páscoa
Todos nós buscamos, adquirir bens para motivar nossa felicidade.
Até que em um determinado momento da vida, começamos por perceber que nós, é que fazemos as mudanças internas.
Cristo nosso mestre há muito já nós convidava para uma mudança continua em busca de Paz, Harmonia, União e Fraternidade.
Está ai a chave para vivermos melhor.
E nesta Páscoa, que bom seria se nos propuséssemos a todos os dias mudarmos gradativamente.
Procurando sentir o valor verdadeiro da vida, que se apresenta a todos nós, é tudo muito simples.
Desejo que todos nós iniciemos nossa busca por este ideal, deixando que a Páscoa seja mais que o símbolo de um dia e se transforme numa forma de vida para toda humanidade.
Tenha uma Feliz Páscoa.
(Autor Desconhecido)
quinta-feira, 17 de março de 2011
Retrato de Mãe
Uma simples mulher existe que, pela imensidão do seu amor, tem um pouco de Deus; pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo, que sendo moça, pensa como uma anciã; sendo velha, age com todas as forças da juventude; quando ignorante, melhor que qualquer sábia, assume a simplicidade das crianças; pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama; rica, empobrece-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos; forte, estremece ao choro de uma criancinha; fraca, entretanto, se alteia com bravura dos leões.
Viva, não sabemos lhe dar valor; porque à sua sombra todas as dores se apagam.
Morta tudo o que somos, tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra dos seus lábios.
Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher, se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum, porque eu a vi passar em meu caminho.
Quando crescerem vossos filhos, leiam para eles estas páginas; eles vos cobrirão de beijos a fronte, e vos dirão que um pobre viajante, em troca de suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria mãe...




