domingo, 27 de janeiro de 2013
Sonho Acordado
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Eu Poderia Morrer
domingo, 11 de setembro de 2011
Os Versos Que Te Dou
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Soneto á Tua Volta
Voltaste, meu amor... enfim voltaste!
Como fez frio aqui sem teu carinho....
A flor de outrora refloresce na haste
que pendia sem vida em meu caminho.
Obrigado... Eu vivia tão sozinho...
Que infinita alegria, e que contraste!
-Volta a antiga embriaguez porque voltaste
e é doce o amor, porque é mais velho o vinho!
Voltaste... E dou-te logo este poema
simples e humilde repetindo um tema
da alma humana esgotada e envelhecida...
Mil poetas outras voltas celebraram,
mas, que importa? – se tantas já voltaram
só tu voltaste para a minha vida...
(JG de Araújo Jorge)
quinta-feira, 17 de março de 2011
Prefiro
J. G. de Araújo Jorge
Nasceu na Vila de Tarauacá, no Estado do Acre, aos 20 de maio de 1914. Ainda jovem iniciou-se na poesia. Estudou em Coimbra, Portugal, e fez curso de Extensão Cultural na Universidade de Berlim, Alemanha. Além de escritor, locutor e redator de programas radiofônicos, professor de História e Literatura, líder estudantil, tinha política em suas veias. Foi candidato a vários cargos públicos. Elegeu-se deputado federal pelo Estado da Guanabara, em 1970. Foi reeleito em 1974 e 1978. Mesmo combatidos pelos críticos, seus livros — em número de 36 — tinham grande aceitação e foram publicados em diversos países. Faleceu no dia 27 de janeiro de 1987.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Líricas
Às vezes insistimos amargamente
E em vão,
Mantendo uma mórbida esperança,
Uma embalsamada ilusão...
Assim, como eu,
Que teimo em não perceber
Que tudo já aconteceu...
(Livro: Espera de J. G. de Araújo Jorge)
Não. Não te entenderei. E na verdade
Já nada mais importa
A vida para mim é um intérmino
Solo...
Como poderei te entender, se me trazes
Agora morto, nos braços,
O mesmo amor que há pouco, em beijos,
Embalavas, e aconchegavas ao colo?
(Livro: Espera de J. G. de Araújo Jorge)
Escrevo, amor, porque ainda acredito que
Voltes,
Que tudo continue.
Do contrário, apenas enlouqueceria.
(Livro: Espera de J. G. de Araújo Jorge)
Antes assim...
Foi um fim
Como devia ter sido.
Nem a piedade sobreviveu,
Para amparar o amor, de repente
Destruído.
(Livro: Espera de J. G. de Araújo Jorge)
E quem diria, amor, que ao amanhecer
Não nos reconheceríamos,
Nós que até como cegos
Antes nos encontrávamos...
(Livro: Espera de J. G. de Araújo Jorge)
Se chegasses agora, poderias ainda reconhecer
As antigas pegadas que ficaram
Tatuando loucuras e sonhos...
Se demorares mais, nem sei se nos meus olhos
Haverá luz
Para distinguires o caminho...
(Livro: Espera de J. G. de Araújo Jorge)
Não te desejo a felicidade
Resta-me a inútil convicção
De que já a colhemos.
(Livro: Espera de J. G. de Araújo Jorge)
Desmemoriados, enterramos este amor
Em que lugar?
E ainda bem. Era amor que nasceu só
Para se viver,
Não, para se lembrar.
(Livro: Espera de J. G. de Araújo Jorge)









